Falar da atuação do nutricionista no Sistema Único de Saúde (SUS) é delicado. De um lado, há um projeto político que reconhece a alimentação como direito humano, políticas públicas estabelecidas e o objetivo global de cobertura universal de saúde. De outro, há o cotidiano dos serviços, em que o nutricionista precisa negociar tempo, espaço, autoridade técnica, burocracias e relações de poder para conseguir exercer minimamente aquilo para o qual foi formado.
A literatura brasileira deixa claro que esses desafios não são casos isolados, mas expressões de problemas estruturais que atravessam a organização do SUS e o lugar social da nutrição na saúde coletiva.











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