Mulheres não vivenciam o corpo da mesma forma que os homens: estigma de peso, gênero e o corpo feminino 

Estigma de peso afeta mulheres de forma mais intensa que homens. Entenda como gênero, discriminação e autoestigma impactam saúde mental, alimentação e oportunidades sociais.


A obesidade costuma ser encarada como um problema unicamente médico ou individual, e é curioso observar como geralmente ignoramos que o julgamento social sobre corpos gordos é profundamente atravessado pelo gênero. No caso das mulheres, o peso corporal carrega carga moral e estética extra. Não é exagero dizer que elas são mais fiscalizadas e penalizadas por ganharem alguns quilos – e temos alguns estudos para mostrar isso. 

Existem evidências robustas de que mulheres relatam discriminação de peso com muito mais frequência que homens. Em amostras norte-americanas, um estudo clássico apontou que 10,3% das mulheres reportaram ter sofrido discriminação por peso ou altura, frente a apenas 4,9% dos homens. Entre adultas, aquelas com sobrepeso leve a moderado tinham três vezes mais probabilidade de vivenciar preconceito do que os homens de mesmo IMC [1]. Um outro trabalhou revelou interação entre sexo e raça, em que mulheres brancas reportaram discriminação por peso em todos os níveis de sobrepeso/obesidade, muito além dos homens [2]. 

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