Antes de falar de artigos e métodos, vale um passo atrás: a epistemologia. Epistemologia, segundo Tesser (1994) é a “ciência da ciência” [1]. Podemos pensar nela como um nome para a pergunta “como chegamos a confiar em um conhecimento?”. Na ciência, a resposta nunca é “porque alguém disse”, mas “porque foi possível observar, testar, criticar e tentar refutar”.
Conhecimento científico é provisório por definição: vale enquanto explica bem os fenômenos e resiste a apuração. Quando a realidade não bate com o que a teoria previa, ajustamos a teoria ou a abandonamos. Esse “contrato com a incerteza” não é um ponto fraco – é justamente o que torna a ciência confiável ao longo do tempo. Para o nutricionista, isso significa olhar cada resultado como parte de um processo cumulativo, e não como uma sentença final sobre o comer humano.











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