“Eu preciso emagrecer” é a demanda definitiva de qualquer nutricionista. Às vezes vem com urgência (“para um casamento no próximo mês”), às vezes vem com vergonha (“eu me deixei chegar aqui”), e às vezes vem como promessa de punição (“agora eu vou fazer tudo certo”). Do nosso lado, surge uma insegurança: se eu acolho essa meta, eu reforço a cultura da dieta; se eu não acolho, eu perco o paciente. Então, o que fazer?
A verdade é que estamos, novamente, em um grande “depende”: emagrecimento como meta inicial pode ajudar; ou pode atrapalhar. Mas dá para enxergar com bastante nitidez quando o emagrecer entra como ponte para um cuidado ampliado, e quando ele entra como tribunal que julga o paciente e, de quebra, mata a própria possibilidade de mudança.











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