É certo que você já ouviu o termo “chocólatra”, ou variações do tipo “viciado em doces” e “viciado em açúcar”. Expressões deste gênero tendem a ser encontradas em discursos de indivíduos para descrever os próprios comportamentos e preferências alimentares, mas, inconscientemente, também são responsáveis por dar um peso extremamente negativo ao comer e ao gostar – o que, inevitavelmente, pode levar a uma relação bastante negativa e complicada com a comida.
Ao mesmo tempo, em eventuais matérias jornalistas, não é difícil encontrar manchetes do tipo “o efeito do açúcar no seu corpo é o mesmo da cocaína”. Será que de fato existem evidências que permitam esta equivalência entre açúcar e substâncias que causam vício? E como podemos lidar com pacientes que alegam ser viciados em algum alimento específico?











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