Suplementação esportiva sob medida: quando, como e por quê?

Análise sobre os desafios estruturais da atuação do nutricionista no SUS, incluindo inserção profissional, organização do trabalho e políticas públicas em saúde.


O uso de suplementos no esporte e nas academias cresceu muito nos últimos anos, mas ainda é envolto de dúvidas, mitos e indicações equivocadas. Muita gente consome porque foi indicado por um amigo, médico, treinador, ou até pelo balconista da loja, sem conseguir entender realmente o que aquele suplemento faz, para quem ele funciona, e principalmente, se ele faz sentido na rotina daquela pessoa. Por isso, é importante desmistificar esse tema e falar com clareza sobre os principais suplementos que vejo sendo usados na prática clínica, especialmente aqui no Rio de Janeiro.

No Brasil, existe uma pesquisa interessante que avaliou os hábitos de consumo de suplementos em academias de sete capitais, publicada em 2014 (Ramalho et al.). Ela já mostrava que o whey protein era o mais usado e que muitos usuários declaravam não ter recebido orientação de um nutricionista. Esse cenário infelizmente não mudou muito. Uma revisão mais recente, de 2022, que analisou 25 artigos nacionais publicados entre 2011 e 2021, confirma que no cenário dos praticantes de musculação, a predominância do whey, seguido por creatina, BCAA e, dependendo da região, até termogênicos e pré-treinos.

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