Síndrome do Comer Noturno: O que todo o nutricionista precisa saber?

Síndrome do Comer Noturno: entenda como identificar, diferenciar de outros transtornos e qual o papel do nutricionista no manejo desse quadro.


Embora o atendimento a pessoas com transtornos alimentares deva ser reservado a nutricionistas que conhecem o tema em profundidade e estão preparados para atuar em articulação com uma equipe multiprofissional, é igualmente necessário que todos os nutricionistas, independentemente de sua área de atuação, possuam um conhecimento sólido sobre essas condições.

 Não há dúvidas de que, em algum momento, todo nutricionista encontrará pacientes que apresentam comportamentos alimentares compatíveis com algum transtorno, seja em quadros já diagnosticados, seja na presença de sinais e sintomas iniciais, ainda sem critérios suficientes para um diagnóstico formal. Assim, reconhecer essas manifestações é crucial para o acolhimento adequado e para o encaminhamento quando necessário, evitando abordagens que possam agravar o quadro.

Além dos transtornos alimentares mais conhecidos, como anorexia nervosa, bulimia nervosa e transtorno de compulsão alimentar, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5-TR) inclui outros quadros menos reconhecidos, reunidos sob o termo “outro transtorno alimentar especificado”, que frequentemente passam despercebidos ou são confundidos na prática clínica [1].
Entre esses, destaca-se a Síndrome do Comer Noturno (SCN), um diagnóstico que merece atenção especial, pois envolve características clínicas específicas e exige um manejo diferenciado. A seguir, discutiremos o que é — e o que não é — a SCN, suas principais manifestações e o papel do nutricionista no cuidado a esses pacientes.

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