Nos últimos anos, a palavra sarcopenia entrou no vocabulário dos profissionais da saúde e do envelhecimento com alguma força e, com o perdão do trocadilho, é importante dizer que a preocupação é legítima: perder força e massa muscular reduz autonomia, aumenta risco de quedas e piora desfechos clínicos. Mas convém rever o tom para evitar pânico desnecessário – afinal, a comunidade científica ainda está organizando as peças e o assunto não precisa virar mais um gatilho de ansiedade diária “para ser tratado” com o produto X, Y ou Z.
No ano passado, a Global Leadership Initiative in Sarcopenia (GLIS) publicou uma definição conceitual global: sarcopenia envolve, ao mesmo tempo, baixa massa muscular e baixa força muscular; desempenho físico é tratado como desfecho a acompanhar, e não como critério diagnóstico. Essa etapa foi deliberadamente conceitual e serve de base para um próximo passo: a construção de uma definição operacional (com critérios mensuráveis e pontos de corte) para uso clínico e em pesquisa. Em outras palavras, os critérios diagnósticos globais ainda não existem e isso importa em qualquer conversa sobre sarcopenia [1].











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