Detox é um daqueles conceitos que não vão embora. Já faz mais de uma década que ele nos persegue e continua ocupando o mesmo espaço simbólico: aparece em sucos “funcionais”, chás “limpadores”, semanas de “reset”, cardápios de restaurante, prateleira de suplemento e, principalmente, na cabeça de quem acorda segunda-feira com a sensação de que precisa “consertar” o próprio corpo.
Ele se infiltrou na indústria de alimentos como um selo moral e segue sendo vendido como atalho emocional: uma promessa de recomeço rápido, com cara de autocuidado, embalado como se fosse ciência – mesmo quando a pessoa já sabe, lá no fundo, que isso não tem como ser verdade.











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