A menopausa costuma ser reduzida, na prática clínica, a uma queixa de ganho de peso e sintomas vaso motores, seguida de conduta previsível: restrição calórica e foco na balança. A evidência aponta para um cenário mais complexo, no qual a transição representa uma janela de risco metabólico, ósseo e muscular que exige raciocínio clínico específico.
A Organização Mundial da Saúde define a menopausa natural como o período reconhecido após 12 meses consecutivos de amenorreia, sem outra causa fisiológica ou patológica que a justifique (1), ou seja, um diagnóstico retrospectivo, não um evento pontual. A implicação clínica é direta: quando a menopausa é confirmada, as alterações metabólicas já ocorrem há anos. A perimenopausa, que se estende dos primeiros sinais clínicos até um ano após a última menstruação, é justamente a fase de maior potencial preventivo e também a mais frequentemente negligenciada, tanto pelas pacientes quanto pelos profissionais (2).











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