Carbofobia – por que não devemos excluir os carboidratos da alimentação?

Os carboidratos desempenham um papel fundamental como substrato energético para o cérebro, promovendo a otimização das sinapses e facilitando a eficiência das conexões neurais. A adaptação genética, ocorrida há aproximadamente um milhão de anos, permitiu uma melhor capacidade de digestão do amido presente em alimentos como a batata e outros tubérculos, refletindo a importância desse…


Os carboidratos desempenham um papel fundamental como substrato energético para o cérebro, promovendo a otimização das sinapses e facilitando a eficiência das conexões neurais. A adaptação genética, ocorrida há aproximadamente um milhão de anos, permitiu uma melhor capacidade de digestão do amido presente em alimentos como a batata e outros tubérculos, refletindo a importância desse macronutriente na evolução humana. 

Entretanto, a discussão em torno dos carboidratos é frequentemente marcada por controvérsias, especialmente nas correntes contemporâneas de hábitos alimentares. Dieta populares, como a LCHF (low carb high fat) e a dieta cetogênica, propõem a restrição significativa no consumo de carboidratos, muitas vezes abaixo de 50 g/dia, o que tem contribuído para o receio em consumir este nutriente. A base da utilização dessas estratégias dietéticas se dá ao fato de que a diminuição no consumo de açúcares, ocasionando a cetose, causa uma oxidação lipídica, o que promove o aumento do gasto energético. Com isso, o balanço energético total por meio desses mecanismos é negativo, levando a uma perda de peso consideravelmente rápida. 

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