Dor abdominal, distensão, gases e alterações do hábito intestinal estão entre as queixas mais comuns relatadas por pacientes logo no início do acompanhamento nutricional. Esses sintomas aparecem com frequência não necessariamente por estarem associados a doenças intestinais, mas porque o trato gastrointestinal pode ser sensível a mudanças no padrão alimentar, na rotina, no sono e no estado emocional¹,².
Mudanças recentes na alimentação, como aumento do consumo de fibras, frutas, legumes e leguminosas, redução de alimentos ultraprocessados ou maior volume alimentar, são reconhecidamente capazes de modificar a fermentação colônica e a produção de metabólitos bacterianos, gerando sintomas transitórios como gases e distensão abdominal³,⁴. Além disso, períodos de férias, viagens, retorno ao trabalho e aumento do estresse estão associados a alterações do eixo intestino-cérebro, influenciando a motilidade e a sensibilidade visceral⁵.











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