Passar o Natal com a sogra afeta a sua microbiota intestinal?

A relação das pessoas com seus sogros, em muitos casos, não é necessariamente um mar de rosas. Os estereótipos de sentimento de insuficiência, junto com posturas rígidas e julgadoras por parte dos pais do cônjuge parecem ser universais. Podemos imaginar que esta combinação, especialmente em situações de convívio forçado, tenha algum impacto nos níveis de…


A relação das pessoas com seus sogros, em muitos casos, não é necessariamente um mar de rosas. Os estereótipos de sentimento de insuficiência, junto com posturas rígidas e julgadoras por parte dos pais do cônjuge parecem ser universais. Podemos imaginar que esta combinação, especialmente em situações de convívio forçado, tenha algum impacto nos níveis de estresse de uma pessoa – ainda que em um curto espaço de tempo. A dúvida de alguns pesquisadores holandeses foi justamente se este estresse (tão específico) era capaz de modular a nossa microbiota. Sim, parece um pouco absurdo – mas explorar o panorama deste estudo [1] nos dá uma ideia muito interessante de como o eixo entre o intestino-cérebro tem um controle muito fino. 

Os pesquisadores aproveitaram o “experimento natural” que é o Natal: mesmo tipo de data, mesmo tipo de exagero na comida, um ambiente social relativamente parecido – mas com uma variação importante: tem gente que passa a ceia com a própria família e gente que passa com a família do parceiro. A pergunta foi simples e genial ao mesmo tempo: será que, mantendo constantes fatores como alimentação e álcool, o fato de visitar os sogros (e o estresse potencialmente associado a isso) deixaria uma marca diferente na microbiota intestinal em comparação com quem passa o Natal “em casa”, com a própria família? 

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