Entendendo a comunicação não verbal do nutricionista

Entenda a importância da comunicação não verbal na consulta nutricional. Saiba como postura, tom de voz e ambiente impactam o vínculo com o paciente.


No atendimento nutricional, nem sempre o que se fala é o mais importante. Ainda que o discurso técnico seja valorizado (e, por vezes, supervalorizado) na formação dos nutricionistas, na prática do atendimento soma-se uma outra camada: a dos gestos, dos silêncios, da postura e do olhar. É nessa camada que vínculos se formam ou se rompem, que o paciente percebe abertura ou julgamento, presença ou distanciamento.

 Boa parte dos nutricionistas aprende, tardiamente, que saber ouvir vai além de ficar em silêncio. E que o silêncio, por sua vez, não é ausência de comunicação – é outra forma de linguagem. A comunicação não verbal não se limita a gestos óbvios nem a expressões que “escapam”. Ela envolve o tom de voz, a distância física, a expressão facial, o ritmo da fala, o toque (ou a ausência dele), o ambiente do atendimento e até a forma como se anota pontos importantes da fala do paciente.

Ignorar essa dimensão é correr o risco de parecer frio quando se quer acolher, arrogante quando se quer orientar, distraído quando se quer demonstrar escuta. Há uma urgência dos nutricionistas entenderem que a comunicação não verbal é uma competência clínica, não um detalhe, e por que seu domínio não é um dom, mas algo a ser aprendido, praticado e refletido por qualquer profissional que atue com pessoas [1-2].

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