A doença celíaca é uma condição autoimune complexa, de base genética, que exige condutas clínicas bem definidas e acompanhamento especializado. Embora a exclusão do glúten da alimentação seja amplamente reconhecida como seu único tratamento eficaz, isso está longe de ser suficiente.
A prática clínica revela que a adesão a este novo padrão de alimentação, a identificação de contaminações cruzadas, o monitoramento de deficiências nutricionais e a atuação diante de sintomas persistentes ou comorbidades associadas são desafios recorrentes no cuidado de pessoas com diagnóstico confirmado.
Para o nutricionista, acompanhar um paciente com doença celíaca exige mais do que conhecer listas de alimentos permitidos e proibidos. É interessante compreender o processo diagnóstico com base nas diretrizes atuais, reconhecer os limites e implicações da alimentação isenta de glúten, orientar estratégias seguras de substituição e suplementação, além de atuar de forma crítica diante do crescente número de pessoas que seguem essa dieta sem necessidade clínica definida.











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