“Words are, of course, the most powerful drug used by mankind.” A frase de Rudyard Kipling não apenas abre um texto; ela antecipa uma responsabilidade. Em contextos clínicos, a linguagem não é neutra: ela estrutura relações, orienta condutas e, sobretudo, determina o tipo de cuidado que será oferecido. O nutricionista, ao se comunicar com uma pessoa com diabetes, está constantemente fazendo escolhas linguísticas que podem acolher ou constranger, motivar ou paralisar, respeitar ou subjugar.
O impacto da linguagem na saúde é substancial. Palavras moldam não só a percepção que o profissional tem do paciente, mas principalmente a maneira como a própria pessoa passa a enxergar sua condição. Termos estigmatizantes, ambíguos ou moralizantes comprometem o vínculo terapêutico, geram insegurança, afastam do cuidado e afetam diretamente a adesão ao tratamento [1]. Além disso, há crescente evidência de que a linguagem utilizada em consultas influencia a confiança na equipe de saúde, a frequência aos atendimentos e até a eficácia do tratamento proposto [2-3].











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