Durante muito tempo, ser chamado de “nerd” ou “geek” foi um insulto. A palavra carregava o peso da exclusão social e evocava imagens de adolescentes solitários, obcecados por ciência, videogames ou quadrinhos, com dificuldade para interagir fora de seus mundos particulares. Hoje, essa mesma identidade é estampada com orgulho em camisetas, eventos internacionais e até campanhas publicitárias de grandes marcas. Mas o que, afinal, significa ser nerd? E o que a nutrição tem com isso?
Identificar-se como nerd ou geek é mais do que gostar de tecnologia ou colecionar action figures. Trata-se de uma construção identitária que envolve paixão profunda por temas específicos — ciência, ficção, literatura, jogos, cultura pop [1]. Essa paixão é, muitas vezes, compartilhada em comunidades que funcionam como verdadeiras tribos urbanas, onde o saber especializado, a criatividade e a autenticidade são celebrados. Há quem prefira o termo “geek” por soar mais cool, mas ambos os rótulos — antes marginalizados — foram ressignificados como símbolos de pertencimento e orgulho cultural [2].











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