A semaglutida chegou com força. Primeiro como medicação para diabetes tipo 2, depois como agente promotor de perda de peso, e agora como tema constante de discussão em consultórios, redes sociais e grupos de profissionais da saúde. Mas o entusiasmo — justificado, em parte, pelos resultados expressivos nos estudos clínicos — precisa ser equilibrado com um olhar crítico sobre como esses resultados foram construídos e, sobretudo, sobre o que deixaram de mostrar.
Boa parte da evidência disponível sobre a semaglutida é baseada em estudos que elegem a perda de peso como desfecho primário ou secundário de eficácia. E aqui já começa uma reflexão importante: reduzir o conceito de sucesso terapêutico à perda de peso, isoladamente, ignora os múltiplos determinantes da saúde e da qualidade de vida.











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