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Fatores de risco para o Diabetes no radar do nutricionista

Fatores de risco para o Diabetes no radar do nutricionista

Cerca de 50% da população com diabetes não sabe que são portadores da doença, algumas vezes permanecendo não diagnosticados até que se manifestem sinais de complicações.

O diabetes é um grupo de doenças metabólicas caracterizadas por hiperglicemia e associadas a complicações, disfunções e insuficiência de vários órgãos.

A doença pode resultar de defeitos de secreção e/ou ação da insulina envolvendo processos patogênicos específicos.

 

A pessoa com diabetes pode apresentar alguns sintomas clássicos, como: poliúria, polidipsia, polifagia, perda involuntária de peso.

 

Por ser de alta prevalência e morbimortalidade, e muitas vezes silenciosa ou com sintomas que não despertam atenção do paciente, o diagnóstico realizado precocemente é essencial para essa patologia, assim como monitorar aqueles que apresentam maior risco de desenvolver.

Diante dessa urgência em detectar o quanto antes, testes de rastreamento são indicados em indivíduos assintomáticos mas que apresentem maior risco da doença.

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) elaboraram um Rastreamento de Risco de Desenvolver Diabetes Mellitus, o FINDRISK, que mensura o risco da pessoa desenvolver diabetes nos próximos 10 anos.

O formulário apresenta algumas questões a serem respondidas, envolvendo fatores de risco para desenvolvimento da doença, e que recebem uma pontuação ao final.

Os fatores indicativos de maior risco são listados a seguir:

  • Idade >45 anos
  • Circunferência
  • Gênero
  • Atividade física
  • Hábitos alimentares
  • Uso de medicamentos
  • Glicemia elevada
  • Histórico familiar

 

Prevenir o diabetes é possível, e necessário!

Hoje, os indivíduos em alto risco, podem prevenir, ou ao menos retardar, o aparecimento do diabetes tipo 2.

Por exemplo, mudanças de estilo de vida reduziram 58% da incidência de diabetes em 3 anos, como identificado em estudos.

 

Essas mudanças visavam discreta redução de peso (5-10% do peso), manutenção do peso perdido, aumento da ingestão de fibras, restrição energética moderada, restrição de gorduras, especialmente as saturadas.

 

A terapia nutricional é parte fundamental do plano terapêutico do diabetes, e baseia-se nos mesmos princípios básicos de uma alimentação saudável, conforme o proposto pelo Guia Alimentar para a População Brasileira.

Os pacientes diabéticos insulino-dependentes requerem a ingestão de alimentos com teores específicos de carboidratos, em horários determinados, para evitar hipoglicemias e grandes flutuações nos níveis glicêmicos.

A ingestão alimentar deve estar sincronizada com o tempo e o pico de ação da insulina utilizada.

Para diabéticos não insulino-dependentes, principalmente os obesos ou com sobrepeso, a principal orientação é a restrição da ingestão calórica total a fim de alcançar o peso adequado.

Já a prática regular de atividade física é indicada a todos os pacientes com diabetes, pois, melhora o controle metabólico, reduz a necessidade de hipoglicemiantes, ajuda a promover o emagrecimento nos pacientes obesos, diminui os riscos de doença cardiovascular e melhora a qualidade de vida.

 

O nutricionista e o radar para os fatores de risco do Diabetes

Diabetes Mellitus, tem sido uma temática, cada vez mais atual, principalmente pelo estilo de vida adotado pela população ao longo de anos.

E estar atualizada é a melhor forma para que você, nutricionista, possa atender adequadamente não somente seu paciente com diabetes, mas também aqueles que tenham risco de desenvolver a doença.

Lembrando sempre da importância do acompanhamento multidisciplinar, e de encaminhar o paciente para diagnóstico médico adequado quando suspeitar de algum sintoma ou sinais da doença.

Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor será o controle!

 

Para melhor ilustrar sobre a identificação dos riscos que mencionamos no artigo, disponibilizamos aqui o link para o Rastreamento de Risco de Desenvolver Diabetes Mellitus, da SBD e SBEM: FINDRISK

 

Referências Bibligráficas:

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Cadernos de Atenção Básica. Diabetes Mellitus. Brasília: DF, 2016. 

Brasil. Ministério da Saúde. Abordagem Nutricional em Diabetes Mellitus. Brasília: DF.

 

 

DCNT

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