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Prevenção a osteoporose não tem idade para começar

Prevenção a osteoporose não tem idade para começar

 

A osteoporose é caracterizada como uma doença em que ocorre a diminuição progressiva da massa óssea, causando fragilidade aos ossos e aumentando incidência de fratura, principalmente em idosos. Mas a prevenção não precisa esperar a idade chegar para começar!

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é caracterizado como idoso aqueles que apresentam idade igual ou superior a 60 anos de idade, de acordo com o envelhecimento fisiológico, diferente do envelhecimento biológico, o qual representa um grupo de mudanças na estrutura física do corpo.

A idade pode ser fator importante nos riscos para desenvolvimento da osteoporose, e por isso os idosos são os mais acometidos.

Contudo, a prevenção deve começar bem antes de se atingir a idade de maior risco, até mesmo porque os sinais da doença não são tão perceptíveis.

 

A osteoporose é caracterizada como uma doença osteometabólica, tem uma progressão silenciosa, e que pode ser descoberta apenas ao acaso após um tombo ou algum outro trauma, sendo a fratura o sinal mais visível da doença.

 

Apesar de acometer ambos os sexos, a osteoporose tem maior prevalência sob o sexo feminino, na proporção de duas mulheres para cada homem.

 

Um fato importante é que a perda de densidade óssea aumenta em mulheres após os 50 anos ou na menopausa. A perda óssea para o sexo feminino segue sendo maior do que para os homens até mais ou menos a idade de 70 anos. Algumas evidências associam o fato a perda de estrógenos no período pós menopausa.

 

Logo, pacientes do sexo feminino merecem um reforço nas orientações quanto aos risco de osteoporose e sua prevenção!

 

Etiologia da Osteoporose

Dentre os fatores etiológicos envolvidos com a osteoporose, podemos destacar:

  • Etnia
  • Hereditariedade
  • Baixo peso corporal
  • Sedentarismo
  • Etilismo
  • Tabagismo
  • Alimentação deficiente, especialmente em alguns nutrientes, dentre eles cálcio e vitamina D

 

Osteoporose e consumo alimentar: qual a relação?

 

consumo adequado de nutrientes pode diminuir a incidência de doenças ósseas, e por isso é importante que a orientação de um nutricionista esteja entre os cuidados de saúde em todas as fases de vida.

Afinal, não basta saber quais alimentos ou nutrientes estão envolvidos, ou qual a quantidade a consumir. Mas, também a qualidade e a interação entre esses nutrientes.

 

Cálcio, um nutriente bem conhecido quando se fala em saúde óssea

As fontes alimentares de cálcio podem ser provenientes dos alimentos, onde é importante que esteja aliado a outras fontes que assegurem a sua biodisponibilidade, como a Vitamina D e o acompanhamento da lactose, aumentando absorção no intestino.

Dietas pobres em cálcio podem diminuir a massa óssea no crescimento e aumentar a perda na idade adulta.

 

Vitamina D3, sem ela o cálcio pode não ser suficiente

 

Pode ser adquirida por exposição solar (80% a 90%) ou através da alimentação, pela ingestão de alimentos fonte, na forma de vitamina D2.

Dessa maneira, o baixo consumo de alimentos fontes de vitamina D e deficiente exposição solar podem prejudicar na absorção do cálcio, já que esta vitamina auxilia na sua absorção.

 

Fatores que influenciam na biodisponibilidade do cálcio também devem ser foco de atenção

 

O cálcio pode ter sua biodisponibilidade afetada, tanto por fatores endógenos quanto exógenos.

Fatores endógenos que interferem na biodisponibilidade do cálcio são influenciados pela idade, estado hormonal e genética.

Os fitatos, substâncias encontradas em cereais e sementes, os oxalatos (espinafre e nozes), os taninos nos chás, o sódio, são todos fatores exógenos. 

É comum incentivarmos o consumo de fibras, porém o consumo excessivo pode interferir na absorção de cálcio, principalmente acima de 50g por dia. 

Outros focos de atenção incluem consumo de proteínas, isoflavonas, bebida alcoólica, e até a cafeína vem sendo estudada quanto aos efeitos na saúde óssea.

 

Percebemos que não só de consumo de cálcio "vivem" as recomendações para casos de osteoporose, seja prevenção ou acompanhamento! 

 

Prevenção a osteoporose não tem idade para começar

 

As informações referentes ao risco do desenvolvimento de osteoporose são de suma importância para você, nutricionista, uma vez que a osteoporose pode ser prevenida através de um tratamento não medicamentoso, incluindo a prática de alimentação balanceada e prática de atividade física.

 

A alimentação é parte essencial das medidas de prevenção, e pode garantir uma melhor qualidade de vida ao futuro idoso, começando a influenciar desde cedo.

Por isso, o nutricionista pode - e deve - trabalhar com a prevenção à osteoporose seja qual for o seu nicho de atendimento, não apenas no atendimento ao paciente idoso.

Você tem orientado seus pacientes quanto aos cuidados com a saúde óssea?

 

Referências bibliográficas:

Cassiano J K, Pereira E A A. Avaliação nutricional e risco para desenvolvimento de osteoporose por idosos. Revista da Associação Brasileira de Nutrição. São Paulo, 2018 [acesso em 15 out 2021].

Manual MSD Versão para Profissionais de Saúde [homepage da internet]. Osteoporose [acesso em 18 out 2021]. Disponível em https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-dos-tecidos-conjuntivo-e-musculoesquel%C3%A9tico/osteoporose/osteoporose

 

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