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5 de 6 Fatores de risco para doenças crônicas apresentam piora durante a pandemia

5 de 6 Fatores de risco para doenças crônicas apresentam piora durante a pandemia

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são responsáveis por cerca de 41 milhões de mortes anuais em todo mundo.

No Brasil, elas representam uma parcela crescente das mortes e dos gastos em saúde. 

 

Nota técnica do IEPS indica aumento de obesidade, inatividade física e consumo de álcool, durante início da pandemia

 

O desenvolvimento das DCNT está amplamente relacionado às condições e estilo de vida da população. 

Nesse sentido, estudos elencam quatro principais fatores de risco comportamentais, sendo eles: 

  • tabagismo 

  • sedentarismo

  • uso nocivo de álcool 

  • dietas não saudáveis 

 

Para além destes, o Vigitel (pesquisa telefônica realizada pelo Ministério da Saúde) também monitora outros fatores de risco comportamentais:

  • consumo de refrigerante
  • consumo de ultraprocessados e
  • consumo de frutas e hortaliças

 

Sendo assim, o resultado final conta com a prevalência de:

  • tabagismo
  • inatividade física
  • consumo abusivo de álcool
  • consumo de ultraprocessados
  • consumo de refrigerantes e
  • consumo de frutas e hortaliças

 

Como foi feito o estudo?

O estudo em questão usou dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2006 a 2020, para calcular as prevalências.

Essa pesquisa é desenhada de forma a representar a população adulta, com serviço de telefonia fixa, nas 26 capitais e Distrito Federal.

Foram coletados os seguintes dados:

  • características demográficas e socioeconômicas

  • estilo de vida saudável

  • peso e altura

  • frequência do consumo de álcool e cigarro

  • autoavaliação do estado de saúde e relato de doenças não transmissíveis

 

O que os pesquisadores encontraram?

Nos resultados, foi identificado que a prevalência da obesidade vem crescendo de maneira importante em todas as capitais brasileiras.

Já os percentuais de adultos com diabetes e hipertensão se mantiveram relativamente constantes. 

Também foi notável a piora dos indicadores de fatores de risco comportamentais, entre 2019 e 2020, sobretudo do consumo abusivo de álcool (de 18,8% para 20,9%), obesidade (de 20,3% a 21,5%) e inatividade física (de 13,9% para 14,9%).

O único índice que não apresentou piora foi o tabagismo. 

Ainda em 2020, as capitais das regiões Sul, Sudeste e Nordeste têm maior prevalência de diabetes e hipertensão.

 

No caso da obesidade, 16 capitais registraram prevalência acima de 20%. 

 

Ademais, a pesquisa também mostra a relação escolaridade-saúde:

Dos adultos com até 8 anos de estudo, 44.7% afirmam diagnóstico de hipertensão arterial e 15.2% de diabetes mellitus, sendo que aqueles de maior escolaridade apresentam prevalências de 15.2% e 4.4%, respectivamente.

O grupo de maior tempo de estudo também revela menor prevalência de obesidade, 19.3% contra 25.3% daqueles de menor escolaridade. 

 

Por fim, foi observado que o grupo com maior escolaridade também se sobressaiu no que diz respeito ao estilo de vida mais saudável.

Sua prevalência de inatividade física e tabagismo foi menor, enquanto o consumo de frutas e hortaliças foi maior.

Entretanto, foi identificada uma maior prevalência do consumo abusivo de álcool pelo grupo de maior escolaridade. 

 

O que podemos analisar desses dados?

É importante que políticas públicas sejam criadas e colocadas em ação, a fim de conter o crescimento das prevalências, tanto de diagnóstico quanto de fatores de risco comportamentais.

Além disso, cabe aos profissionais de saúde maior atenção e orientação sobre a manutenção de uma alimentação e rotina saudáveis; estas são cruciais na prevenção às doenças crônicas não transmissíveis. 

 

Então, nutricionista, não deixe de se atualizar sobre o assunto, aproveitando para conferir nossos demais conteúdos em DCNT e outras temáticas.

 

Referência Bibliográfica:

Rache B, Aguillar A, Rocha R, Cabrera P, Tao L, Rezende LF. Doenças Crônicas e Seus Fatores de Risco e Proteção : Tendências Recentes no Vigitel. Instituto de Estudos Para Políticas de Saúde [homepage da internet]. Jan 2022. [acesso em 17 Fev 2022] Disponível em: https://ieps.org.br/pesquisas/doencas-cronicas-e-seus-fatores-de-risco-e-protecao-tendencias-recentes-no-vigitel/.

 

 

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